É possível adotar a flexibilidade de trabalho como uma estratégia de motivação para a equipe no CSC?

Pai se divide entre trabalhar em home office e cuidar do filho.

De acordo com o último estudo divulgado pela Gartner “Head of Shared Services Leadership Vision 2022”, em 2022, 76% dos líderes de CSC irão buscar aumentar a performance dos times oferecendo flexibilidade/trabalho remoto para os funcionários. O objetivo por trás da estratégia é equilibrar a alta demanda das operações, com a autonomia e conforto de não precisar se deslocar para o trabalho. 

Essa pesquisa revela o que já pude perceber há algum tempo: durante 2020 e 2021 algumas empresas negaram as mudanças impostas pelo isolamento, tomaram medidas provisórias e esperaram o tempo passar. Dois anos depois, existe um novo profissional, um novo mercado e novas demandas. 

Conhecemos bem a realidade dos Centros e sabemos o quanto é desafiador gerenciar um time grande que tem um volume imenso de operações e transações sob sua gestão e responsabilidade, buscando resolver problemas no menor tempo possível. Outras prioridades, na maioria das vezes, assumem o controle e acaba ficando difícil para liderança desenvolver sua equipe e entender como ajudá-los. Mas agora parece estar mais nítido que  olhar para as pessoas tem tudo a ver com produtividade e entrega de resultados. 

Por parte dos funcionários há uma busca pela flexibilização dos modelos de trabalho e, por parte das empresas, existe a consciência dessa crescente busca por vagas remotas. Nesse contexto,  surgem novas perguntas, principalmente no cenário CSC onde a produtividade e a eficiência sempre foram métricas de sucesso e objetivo estratégico. Como manter o engajamento do time a distância? É mesmo possível assumir a flexibilidade de trabalho como uma estratégia nos Serviços Compartilhados sem que haja perdas? 

A resposta dessas perguntas, de acordo com a pesquisa Gartner, está na busca por recursos que deem visibilidade da capacidade do time e do gerenciamento dos entregáveis. Para navegar na mudança, é preciso buscar a inovação, priorizar o uso de tecnologia e adaptar-se rapidamente  às novas imposições de forma sustentável.

Observando o comportamento do mundo nesses dois anos e prevendo que as mudanças vinham para ficar, a Fhinck evoluiu muito para atender as demandas da gestão de pessoas no CSC no cenário híbrido e flexível. Quais as métricas de avaliação da equipe? Os indicadores de performance? Ou até mesmo, quais as ferramentas de trabalho que apoiam a comunicação no dia a dia, ajudam na organização e fluidez de demandas e na melhoria contínua, mesmo à distância. 

Listo abaixo alguns pontos que aprendemos observando a demanda dos nossos clientes durante esses anos e as lições aprendidas.

 

O mundo caminha para autogestão:

Você, líder, não pode mais sentar ao lado do seu liderado e mostrar tudo que ele deve fazer, de que forma, demonstrando as melhores práticas e fazendo acompanhamento dos resultados. Da mesma forma, não é possível que ele assista como você ou outros membros do time trabalham, quais as skills de organização das referências da equipe, de que forma as demandas são priorizadas e exemplos de como trabalhar de forma mais eficiente na execução de tarefas do dia a dia, sejam elas simples ou complexas. Por isso, é essencial que o funcionário adquira a autogestão e que ela seja incentivada e ensinada pela empresa, diante de tantas mudanças e falta do ambiente físico compartilhado, novas formas de disponibilização e compartilhamento de experiências tornam-se fundamentais.

Sabemos que quando uma empresa requisita um novo comportamento e apoia a mudança, ela deve oferecer ferramentas que suportem os colaboradores para motivá-los a apoiá-los. Pensando nessa tendência e na realidade do CSC, lançamos o Assistente Virtual Fhinck, uma ferramenta para ajudar os funcionários nas tarefas e atividades no dia a dia, eliminando, priorizando, redistribuindo em tempo real. A interface entrega insights personalizados para que o profissional alcance seu máximo potencial. Além disso, a ferramenta permite promover ações com foco na saúde, bem estar e engajamento, medindo o tempo de tela, sugerindo pausas durante o dia, apontando a necessidade de levantar e esticar as pernas ou se hidratar com um copo de água, realizar enquetes e pesquisas, entre outras práticas contempladas nos mais diversos programas de cada empresa.

Experiência digital dos colaboradores é fundamental para produtividade:

Imagine a seguinte situação: você está no “flow”, aquele momento em que estamos no auge da concentração no trabalho e no pico de engajamento. Produtivos, certo?

Acontece que de repente o seu sistema começa a travar, está lidando com uma interface complexa, com baixíssima usabilidade, as mil telas abertas para copiar e colar informações  entre arquivos, e ainda é chamado para aquela reunião que poderia ter sido um e-mail. 

Ops… Retomar aquela sua animação, concentração e interesse no trabalho fica muito difícil, não? Segundo estudos, levamos em média 40 minutos para retomar uma determinada tarefa. Então, imediatamente você é tomado por um sentimento de desânimo, cansaço e um turbilhão de outros pensamentos competem pela sua energia. 

Sim, situações como essa são bem comuns, e cá entre nós, não há como culpar a “falta de produtividade”. Somos seres humanos e vivemos cercados por inúmeras distrações, emoções e demandas corporais. Mas, será possível acabar com todas essas situações para que seu time consiga viver mais seus momentos de “flow”?

Com certeza! A resposta está na experiência digital do colaborador e em recursos que preservem a facilidade, fluidez e concentração nas tarefas. Para isso, é necessário conhecer a sua operação e entender onde estão os gargalos. Afirmo sem titubear: a única forma de ter esse conhecimento é a partir dos dados. E nesse aspecto, encaixo mais uma evolução na Fhinck, categorizamos os dados dentro de visões estratégicas que entregam essas informações e insights para que a liderança conheça o seu time e como ajudá-los a ter uma experiência digital mais eficiente e fluida. Melhor horário para reuniões, sistemas travando, oportunidades de integração e automatização, perfis de trabalho, análise de esforço de cada indivíduo e outras inúmeras informações personalizadas e direcionadas para grandes operações que jamais poderiam ser obtidas  por meio dos métodos tradicionais. Ou seja, é impossível cobrar produtividade, sem analisar as variáveis e oferecer as melhorias necessárias para o aumento de performance, e essa resposta está em conhecer a Experiência Digital da sua operação, analisar a jornada e aplicar planos de ação focados em produtividade.

Não há liderança sem dados:

Os motivos pelos quais você precisa incentivar a autogestão e investir na experiência digital do seu time, embasam o terceiro tópico. Isso porque, como liderar a distância? Como entender o perfil do seu profissional muitas vezes sem nunca tê-lo encontrado pessoalmente? Assim como as marcas utilizam os dados para entender seu perfil de consumidor e entregar o que ele precisa, o líder deve conhecer seu liderado e saber como ajudá-lo. Você pode achar que consegue fazer isso apenas conversando, mas o fato é que muitas vezes, nem mesmo o colaborador sabe que precisa de ajuda. Possivelmente, ele está totalmente  habituado com a sua rotina, suas dificuldades e com um olhar “viciado” em todos aqueles desgastes do dia a dia. Por isso, cabe ao líder um olhar estratégico e direcionado a melhoria contínua, prevenção de riscos, treinamentos e motivação da sua equipe. 

Para uma equipe motivada e consistente, deve haver equilíbrio e flexibilidade de trabalho:

Para fechar, chegamos ao tópico que motivou a construção deste artigo. Isso porque, de acordo com o estudo mencionado na introdução, “Head of Shared Services Leadership Vision 2022”, a grande aposta dos líderes de CSC para aumento da performance dos times é oferecer flexibilidade no trabalho para a equipe. Faz sentido?

Sim. A flexibilidade e a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar, têm sido um dos maiores motivadores na hora de buscar oportunidades. Além disso, as empresas também estão concluindo que o benefício se prova como uma via de mão dupla. 

Na prática, a lógica é simples, depositando mais confiança nos profissionais e incentivando a autonomia, eles conseguem identificar seus melhores momentos de produtividade e trabalham com mais foco em entregar bons resultados. 

Além disso, quando o profissional se sente feliz e realizado, ele se sente mais motivado a colaborar com ideias e produzir mais. A  confiança, o equilíbrio e a autonomia fazem com que ele se sinta uma parte importante, demonstrando que a organização o respeita e se importa com sua vida fora do ambiente de trabalho.

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